terça-feira, 19 de abril de 2011

O carro divã


Hoje de novo, voltando pra casa, falei pro carro tudo o que eu queria dizer à você. Entre lágrimas estridentes, soluços desesperados e uma agonia dilacerante que percorria o corpo todo, roguei a Deus urgentemente que me fizesse forte. Só que é tão difícil. Porque te amo tanto, tanto, tanto. Um tanto do qual você não merece nada. Nada, nada, nada. E sinto uma saudade, uma vontade assustadora de conversar com você e te beijar a vida toda e mais 15 meses. Mas aí lembro tudo que me causa dor quando estamos próximos. Sua desatenção, falta de mimos e comodismo. E lembro também das minhas conversas com Ele. E em seguida das nossas. E lembro que sou um girassol, “você é meu sol, um metro e sessenta e cinco de sol...e quase o ano inteiro os dias foram noites, noites para mim...”. É, coronel. Eu te amaria bem bonito todos os dias, de um jeito que ninguém ousou te amar. Mas, nutrida de razão e bom senso, vou fugindo. De mim e de todo esse amor que tomou conta do meu coração.

Um comentário:

Lou disse...

Lendo isso sinto a sua dor, e me identifico muito, dói em mim também, a dor de amar demais alguém que podia ser o centro do meu Universo, que eu podia ser leal e feliz pra sempre, mas q não merece.