segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Eu também.

Hora da despedida. Ele de um lado da grade, eu de outro.

- Boa noite amor. (selinho). Sonha comigo amor (selinho). Dorme bem amor (selinho). Já to com saudade amor (selinho). Te amo (selinho).
- O que? Repete o que você falou.
(selinho)
- Boa noite?
(selinho)
- Não amor, a outra coisa.
(selinho)
- Sonha comigo?
(selinho)
- Não, a outra.
(selinho)
- Dorme bem?
(selinho)
- Também não, amor...
(selinho)
- Te amo?
(selinho)

Sabe amor, como eu sempre idealizei o seu “eu te amo” vindo depois do meu, numa noite romântica, a luz de velas e possivelmente comemorando alguma data especial pra nós, não consegui reagir ao ouvir essas palavras saírem de forma tão natural, numa segunda feira chuvosa, na hora da despedida, do outro lado da grade, depois de três horas cheias de psicopatisse completamente desnecessária. Fiquei surpresa, atônita e não consegui dizer nada. Me desculpa, amor, você deve saber que eu também já te amo. Não sei quanto tempo faz, mas sei que já te amo e que se dependesse da minha vontade, você seria meu para sempre.

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