terça-feira, 12 de outubro de 2010

Fazer amor, amor.

Fazer amor é algo que na verdade, não se faz. Por que amor não se faz. Amor se sente. Amor se dá, se doa. A materialização física dele pode ser carinho, pode ser cafuné, pode ser olhos cheios de brilho. Pode também ser sexo. Mas apesar de ser uma ferramenta poderosa, ninguém passa a amar através do sexo nem cria amor por ele. Existe uma diferença colossal entre transar e transar com quem se gosta— o primeiro é uma atividade aeróbica. O segundo é ter prazer em provocar prazer. É importar-se com as pequenas reações do outro, é catalogar mentalmente tudo o que causa arrepio, gemidos. É ficar feliz em sentir a pele, em encaixar as curvas, em respirar perto do pescoço, em sentir o hálito e todos os gostos que se espalham pela pele.

Para mim, fazer amor não é um jeito meiguinho e politicamente correto de se referir ao sexo. Para mim, fazer amor é estar com quem se deseja profundamente do jeito que se gosta; sem moralismos, com risos. Depois, ficar na cama conversando. Ou dormindo. Ao acordar, ir à geladeira trazer água. É pegar duas toalhas de banho no armário. Perguntar o que vamos comer depois. Dar um abraço gostoso antes de se despedir. É entregar-se a viver o dia-o-dia. Sem medo. Com esperança.

Sendo assim, quero mais é fazer pelo resto da vida.

Torço que você, além do primeiro, seja único.

Um beijo de amor pra você.

Um comentário:

Marianna Portela disse...

Tati...

Posso te dizer que foi a primeira vez que alguém me explicou o que é fazer amor? E posso te dizer que é a primeira vez que eu entendi? E posso te dizer que pela primeira vez posso dizer que já fiz amor? Obrigada, querida.