Sabe meu amor, mais uma vez eu percebi o quanto não posso planejar nada em relação a você. O dia que eu tanto esperei, o momento que eu tanto sonhei simplesmente aconteceu. Assim, do nada, quando eu menos esperava, quando eu quase não queria e quando você finalmente deixou de ser a principal manchete do meu dia. Eu realmente não pensei que ia acontecer. Não agora, não ontem, numa quinta a noite, no carro. O seu carro amor, aquele que eu caço com os olhos a cada rua dessa cidade. Nada foi como eu planejei. Era tão difícil acreditar que você estava ali me querendo, que eu só conseguia dizer “não”. “Não quero, não tô com vontade, não me apetece”. Mentira amor. Eu queria sim, queria muito, queria desde dois mil e três. E naquele momento era você, e eu e nós. E mesmo eu estando disposta a voltar pra casa com o troféu “eu cortei o cara que ninguém corta”, por sorte recebi um bom puxão de orelha que fez eu esquecer toda a insegurança que me acometia. Afinal, se a tese do “melhor acordar arrependida do que com vontade” se aplica aos outros, porque não a você? Logo você, meu bem. Eu queria muito aquele momento e o destino não poderia agir de forma diferente. O beijo, o encaixe, o toque das mãos, foi tudo muito perfeito. Perfeito desde os primeiros segundos. Tinha que ser assim, eu merecia isso. E todo aquele arrependimento que eu senti na primeira hora que se passou decididamente foi embora. Porque era você. Porque era eu. Porque éramos nós. E porque de nada me adiantaria ter mais um troféu. Prefiro ter a lembrança de nós dois juntos vivenciando o melhor de todos os beijos.
Um beijo dos bons pra você, amor!
Um beijo dos bons pra você, amor!
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