Foram-se os amores que tive
ou me tiveram
partiram
num cortejo silêncioso e iluminado
O tempo me ensinou
a não acreditar demais na morte
nem desistir da vida: cultivo
alegrias num jardim
onde estamos eu, os sonhos idos,
os velhos amores e seus segredos.
E a esperança – que rebrilha
como pedrinhas de cor entre as raízes
(Lya Luft, Secreta mirada, 1997)
Um comentário:
Adorei, triste, mas muito bonito.
Beijos, linda!
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