Ela era tão romântica que parecia uma menina.
Ela era tão romântica que já sabia o nome dos quatro filhos.
Ela era tão romântica que sonhava com o príncipe encantado.
Ela era tão romântica que via poesia onde quase ninguém via.
Ela era tão romântica que não deveria ter nascido na década de 80.
Ela era tão romântica que não “ficava” sem gostar.
Ela era tão romântica que sonhava com Tom, Vinícius e Chico.
Ela era tão romântica que tinha trilha sonora.
Ela era tão romântica que queria ter um único homem na vida.
Ela era tão romântica, mas tão romântica, que chegava a ser racional, e muito. Racional de uma forma que não queria para ela, alguém que não soubesse o que fazer com tanto romantismo.
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