domingo, 24 de fevereiro de 2008

Sinal Vermelho

Ela decidiu parar. Parar o que mal havia começado. Parar o que já estava lhe fazendo mal no dia seguinte. Não fisicamente. Não que ela fizesse coisas das quais pudesse se arrepender ou se envergonhar. Mas ela queria ter guardada a lembrança de cada momento. Queria lembrar do professor que cantou marchinhas de carnaval e dos banhos de piscina. Queria lembrar dos amigos e do brilho no olhar de cada um.

Depois da festa tão esperada, da fantasia tão comentada e da alegria esfuziante, ela decidiu que não precisava de tanto. Pra que andar com cento e cinqüenta quilômetros por hora, se ela conseguia ser feliz com apenas sessenta, que é o limite permitido? Nunca gostou, nunca precisou, nunca aprovou. E de uns tempos pra cá, já havia deixado de contar nos dedos das mãos a quantidade de vezes...Sinal vermelho!

Ela sempre gostou de ser rosa, e gosta mais ainda de ser vermelho, mas com toda essa turbulência de emoções, ainda não tivera tempo pra decidir entre sessenta e cento e cinqüenta. Agora decidiu. “Torna-te quem tu és”. Obrigada, Nietzsche!



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