sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Sentimentos incontroláveis - II

Ela acordou e se produziu. Queria encontrá-lo e ver aquele sorriso tímido e para poucos. Não o encontrou. Olhava pra cadeira vazia e seu sorriso abrandava. O tempo passava e a sala continuava escura, deixando-a ansiosa e triste. Passava-se mais tempo, ela passava pelo aquário e não via nada. Só as fotos: do pai, da filha e de uma mulher. Claro, ele já “pertencia” a outra.


“E lá vou eu de novo, feito um tolo, procurar o desconsolo, que eu cansei de conhecer...”


Ele não era como os outros. Era diferente porque não era real. Nada era real, nem mesmo os chocolates recebidos dentro de um envelope laranja. Gesto fraterno. Estava confusa por inúmeros motivos. Preferia nem pensar neles, apesar de estes se materializavam cada vez que ela pressionava a tecla três no celular. E ela passara o show todo pensando nele, querendo estar ao lado, vê-lo sorrir e contar histórias. Seria culpa dos sentimentos incontroláveis? Certamente. Como poderia ele ter se tornado alguém tão importante em tão pouco tempo? Redundantemente falando, é culpa deles, os sentimentos incontroláveis.


11.dezembro.2007


Nenhum comentário: