sábado, 27 de outubro de 2007

Devidamente desmistificado

Eu precisava fazer isso. Precisava ser a Tati, e não a Rose, a Lourena ou o Junior...

"Torna-te quem tu és"

Obrigada Nietzsche.

Viver conforme a vontade foi um balsamo para a vida da menina que se acostumara a dizer não ao errado. Ela dizia sim aos princípios e não ao censurável. Vivia feliz assim. Mero engano. Errônea a felicidade onde você se reprime pra não decepcionar os outros. Só que um dia, a menina cor-de-rosa assistiu à propaganda da cerveja, e ficou se perguntando: que historias ia contar aos netos? cadê o super verão de sua vida?


"Aaah, o verão! Dizem que é a estação da perdição. É porque é no verão que você faz tudo aquilo que vai contar para os seus netos, bisnetos e tataranetos um dia. Dormir de cueca, dormir de calcinha...é só no verão. Viajar para a montanha, para a cachoeira, para o balneário...é só no verão. É no verão que o amor floresce. O amor à preguiça, o amor ao sol. Ou até mesmo o amor a uma sirigaita, ou a uma dúzia de sirigaitas, porque não? Seja otimista rapaz...é verão! Vai contar o que para o neto? Que ficou jogando o dominó? NÃO! Vai contar que pulou da pedra, comeu churrasco, deu cambalhotas...essas coisas que a gente só faz no verão. Aaaah, o Verão..."


No outro dia, viu a outra propaganda de cerveja. Outra. Diferente. Mas surtiu o mesmo efeito.


“Cada vontade que você não realiza é um pouco de luz que a sua vida perde”


Ela parou, pensou, e de novo se perguntou: quanta luz estou perdendo?


E daí pra frente, foi uma sucessão de momentos novos, felizes e, principalmente cheios de luz e histórias pra contar.


No que concerne ao momento do último sábado:

Poderia ter sido legal. Não foi!
Poderia ter sido “o momento”. Não foi!
Poderia ter sido entorpecente. Não foi!


Como eu disse a você, foi péssimo. Desculpe fazer com que seu papel de homem e sedutor ficasse diminuído, mas eu precisava ser sincera. Sei que além de sincera, fui dura e até insensível. Agi assim pela necessidade do momento. Você sempre teve o carinho e a sensibilidade, mas vacilou a ponto de merecer a dureza e a sinceridade quase cruel. Devidamente desmistificado então. Melhor agora do que no dia vinte e sete de dezembro.


E a você aí de cima, meu sincero muito obrigada. Sei que mais uma vez você me salvou.


"Deus escreve certo por linhas tortas"


Pra finalizar:


Melhor acordar arrependida do que com vontade.


2 comentários:

Anônimo disse...

Deus não escreve por linhas tortas.
Quem faz as coisas serem tortas somos nós.. Ele não. Ele escreve certíssimo..

E pode confiar nessa observação!

te amo =*

Anônimo disse...

Epaaa...Deus escreve muito certo viu mocinha...num duvide disso..

Bom....acho que a história ainda não terminou, mas....

Saudades!!

Bjs!