Ela tinha fixação por alianças. Não as alheias. Pelo contrário, dessas ela sempre procurou fugir. Ela queria o anel nela, mais precisamente no seu dedo anular. Podia ser de compromisso, noivado, casamento. Não importava. Ela sempre foi seduzida pela idéia de exibir uma. De ouro amarelo, cerca de oito gramas, daquelas que de longe se avistam. Um bambolê, como dizem. Ela sempre experimentava e dizia que sua mão tinha sido feita pra usar aliança. Tinha razão. Só não esperava ser vítima de todo esse encantamento. E não sabia mais o que fazer para que se esgotasse da sua vida essas histórias sempre iguais. Histórias à três e com final pré-estabelecido. Chega. Estava cansada.
"Se você obedece todas as regras acaba perdendo a diversão"
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tst
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